25-07-2011
A Associação Portuguesa de Fertilidade associou-se à campanha “Famílias Especiais”, que pretende criar postais com histórias de pessoas que passaram pela infertilidade mas que, ainda assim, conseguiram formar uma família. O objectivo é oferecer uma mensagem de esperança aos casais que ainda lutam para terem um filho. A campanha foi lançada em dezanove países.
A Campanha “Famílias Especiais” surgiu para dar esperança aos muitos casais que não conseguem engravidar naturalmente. Na verdade, um em cada seis casais descobre que não consegue engravidar e ter um filho da forma como sempre pensou que teria. Vai tentando, passa por uma dor emocional e psíquica, pesquisa médica e tratamentos, períodos de esperança e períodos de desespero. Ou seja, para muitos o caminho para ter uma família está repleto de altos e baixos. É por este motivo que é importante dar esperança a estes casais, que ainda se encontram a lutar por um filho.
Assim, o objectivo é que os casais que também tiveram de lutar para serem pais criem um postal, contem a sua história e dêem uma mensagem de esperança a todos aqueles que ainda não conseguiram. São bem-vindos os postais de todos aqueles que passaram por problemas de fertilidade e que conseguiram ter um filho (com ou sem recurso a tratamentos médicos), bem como as famílias que adoptaram uma criança ou mesmo aquelas que decidiram continuar a vida sem filhos.
Para participar na campanha basta aceder a http://www.fertilityeurope.eu/specialfamiliescards/, clicar na bandeira portuguesa e criar o postal. Este pode ser anónimo ou assinado e é possível que o utilizador escolha se o postal apenas vai ser enviado a quem ele designar ou se, pelo contrário, vai ficar disponível na galeria do site. A campanha estará online até ao final de Outubro de 2011.
Para Cláudia Vieira, Presidente da Associação Portuguesa de Fertilidade, esta iniciativa é muito especial: “É muito importante que possamos dar esperança a todos aqueles que ainda se encontram a lutar para terem uma família e que, naturalmente, estão a viver momentos de grande dor. Esperamos que a adesão seja muito significativa e que possamos ter muitos postais de esperança, com histórias de sucesso e mensagens positivas”.
Mais informações sobre a APFertilidade em www.apfertilidade.org.
Sobre a APFertilidade
A Associação Portuguesa de Fertilidade (APFertilidade) foi legalmente constituída no dia 20 de Maio de 2006, na sequência de um movimento cívico protagonizado por pessoas com problemas de fertilidade. Duas décadas após o início da Procriação Medicamente Assistida (APM) em Portugal, período marcado pela distribuição desigual dos centros de tratamento, pela ausência de legislação específica, pela limitação no acesso a diversas técnicas, pela falta de informação e por um manifesto desinteresse pelas questões (médicas, psicológicas, sociais e económicas) relacionadas com esta doença, a APFertilidade nasceu como um projecto fundamentalmente destinado a apoiar, informar e defender esta comunidade.
De modo a implementar o seu programa, a APFertilidade solicitou e obteve, em 2010, o estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS).
Desde a sua fundação, a APFertilidade conta sobretudo com a generosidade e o voluntariado dos seus associados, tendo vindo a avançar de modo sustentado com um programa de acção que, tendo começado por colocar a infertilidade na agenda pública, se centra actualmente no apoio e na inclusão (legal e social) de todas as pessoas com este problema. O site da associação pretende funcionar como um grande centro de informação, orientado para a comunidade e para o indivíduo, funcionando simultaneamente como um fórum de encontro e debate sobre todas as questões (legais, médicas e científicas) relacionadas com a fertilidade.
Sobre a Fertility Europe
A organizadora da Campanha Famílias Especiais – a Fertility Europe - é uma agência central independente membro das associações europeias ligada aos problemas de fertilidade, e que dá apoio e aconselhamento às pessoas que têm dificuldade em conceber. Mais informações em www.fertilityeurope.eu.